Minha Vida Na Farmacia!


30/10/2007


NAS PÁGINAS DO BRASIL, SANTA CRUZ ESCREVEU SUA HISTÓRIA - Carnaval 2004.

Prometi fazer postagens sobre enredos de escolas de samba aproveitando a chegada do carnaval e esse em especial prometi postar um enredo de caráter histórico. Pois bem, aqui estamos. Hoje o enredo em análise é do ano de 2004 da Acadêmicos da Santa Cruz, simpática escola de samba da zona oeste. Nesse enredo a Santa Cruz exalta sua História em paralelo a História do Brasil. É um enredo romântico, ausente de críticas... mas o que há de mal nisso? Se a idéia é realmente exaltar sua História, e o bairro de Santa Cruz merece ter sua História exaltada como tendo um povo trabalhador e de luta. Santa Cruz conta com uma população de quase 200 mil pessoas (segundo o IBGE), situada no limite oeste da cidade faz fronteira com a cidade de Itaguaí e com os bairros de Sepetiba, Paciência e Guaratiba. Tem um vasto espaço territorial de mais de 12.500 ha. onde se divide em área residencial, comercial e industrial (existe uma área chamada de Distrito Industrial de Santa Cruz bastante próxima a divisa com Itaguaí). Entre as atrações turísticas que o bairro tem, o enredo destaca a Ponte dos Jesuítas, também conhecida com Ponte Guandú como é citada dentro do samba-enredo. Mas o bairro tem outras atrações turísticas como a Cidade das Crianças Leonel Brizola, o Hangar do Zeppelin, o Batalhão Villagran Cabrita, a própria Acadêmicos do Santa Cruz entre outros. Nesse ano de 2004 a Santa Cruz ficou em segundo lugar com 179,4 pontos atrás da Vila Isabel que tirou a vaga ao grupo especial ao alcançar a pontuação máxima de 180 pontos. O enredo começa a contar a História a partir da colonização portuguesa, o que considero o grande erro deste enredo ao não citar os antecedentes nessa terra que eram as tribos Tupi-guanari. Mas apesar do deslize o enredo traz riqueza a ajuda a elevar a auto estima de um bairro com muitas histórias para contar. Abaixo segue na integra o samba-enredo e a sinopse da autora do enredo.

NAS PÁGINAS DO BRASIL, SANTA CRUZ ESCREVEU SUA HISTÓRIA

Vamos viajar

E retratar em poesia

As orígens deste chão

Fascinação, pura magia

Depois da colonização

Foi fincado neste solo

Um símbolo de paz

Era a Santa Cruz, abençoada, imortal

Patrimônio cultural

O clero gerou riqueza (bis)

A ponte Guandú, represa (bis)

Abri a comporta das recordações (bis)

E desaguei as emoções (bis)

Você foi pioneira em orquestra e coral

As correntes quebrou afinal

Libertando o Brasil (Brasil)

Jóia que o amor poliu

Mergulhei meus sonhos em tua baia

O correio no país nascia

És a cidade industrial

Princesa do meu carnaval

Pintei de amor meu coração (bis)

Deixei entrar a sedução (bis)

Brindo esta terra que a história traduz (bis)

Santa Cruz (bis)

Escrito por Feidman, Diogo. às 3h34 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Justificativa da autora do enredo: NAS PÁGINAS DO BRASIL, SANTA CRUZ ESCREVEU SUA HISTÓRIA - Carnaval 2004.

Justificativa do Enredo

O G.R.E.S Acadêmicos de Santa Cruz pretende através do enredo "Nas páginas do Brasil, Santa Cruz escreveu sua história" tornar pública, em âmbito nacional, a rica história de um bairro que faz parte da construção do desenvolvimento do nosso país. A bela história de Santa Cruz, repleta de monumentos, acontecimentos marcantes e fatos pioneiros no Brasil, merece ser divulgada e preservada. E é com orgulho e paixão que o G.R.E.S Acadêmicos de Santa Cruz desempenha o papel de transmissor desses acontecimentos para que não se percam no tempo as memórias de nossa terra - A história da nossa Santa Cruz.

- As origens de Santa Cruz -
Há centenas de anos, as terras conhecidas hoje como Santa Cruz eram povoadas pelos índios, que viviam em perfeita harmonia com a natureza privilegiada do local.
Após o Descobrimento do Brasil, muitos portugueses foram designados para colonizar a nova terra. Dentre eles estava Cristóvão Monteiro que, por ter prestado inúmeros serviços à Corte, recebeu por concessão a imensa área formada pela planície santacruzense e montanhas vizinhas. Em 1567, Cristóvão Monteiro tornou-se o primeiro dono, fundador e povoador das terras de Santa Cruz. Depois do seu falecimento, sua esposa, dona Marquesa Ferreira, doou aos padres jesuítas a área que lhe pertencia. Agregadas a outras sesmarias, a região passou a se chamar Fazenda de Santa Cruz, em cujo solo foi fincado um símbolo de madeira como primeiro monumento desta vasta planície: a Santa Cruz. Lutando contra todas as adversidades e dificuldades geográficas da região, tais como abismos, alagadiços, enchentes, cobras venenosas, onças e insetos vorazes, os jesuítas, aos poucos, foram demarcando a região. Sob o abençoado signo, Santa Cruz foi sofrendo melhorias através das mãos obstinadas e incansáveis daqueles padres, e se transformando numa grande Fazenda. A Residência da Fazenda de Santa Cruz, formada por igrejas e convento, foi a maior do Brasil. O luxo e o acentuado cunho artístico dominavam toda a decoração da Residência. O mobiliário era entalhado em jacarandá e bronze; os altares filetados a ouro; azulejos primorosamente pintado; objetos de ouro, prata e pedras preciosas. Os jesuítas pretendiam construir aqui o maior templo do continente. A solidez dessa construção atravessou os séculos e atualmente abriga o Quartel do Batalhão Villagran Cabrita.

- As primeiras benfeitorias -
Muitas foram as melhorias realizadas pelos jesuítas e seus escravos na Fazenda de Santa Cruz.
A famosa escravaria construída de uma multidão de homens, mulheres e crianças, disciplinados e obedientes, muito contribuiu para que nossas terras fossem ocupadas com plantação, criação de gados, casas e obras de grande valor histórico. Uma dessas obras monumentais, construídas em 1752, foi a Ponte do Guandu ou Ponte dos Jesuítas, como hoje é conhecida. Destinada a regular o volume das águas das enchentes do rio Guandu, era de fato uma represa. Por meio de comportas de madeira, habilidosamente manobradas, os jesuítas controlavam as águas, detendo o movimento das marés ou aliviando o rio avolumado pela enchentes. Essa admirável obra arquitetônica, situada na Estrada do Curtume, apresenta uma famosa inscrição em latim; "Dobra o joelho sob tão grande nome. Aqui também se dobra o rio em água refluente". Como mais dois séculos e meio, este monumento resiste ao tempo; sua estrutura original permanece inalterada. Levando-se em conta as dificuldades locais da época, a realização de uma obra de tal proporção, no meio de uma selta hostil e quase impenetrável, foi um feito memorável. A Ponte dos Jesuítas constitui um autêntico documento de nossa história. Dentre as providência tomada pelos jesuítas, a criação de gado obteve lugar de destaque . Além de ser a maior fonte de renda, tornou-se a mais numerosa e importante da Capitania do Rio de Janeiro, abastecendo de carne toda a cidade. Uma das mais admiráveis iniciativas dos dirigentes da Fazenda de Santa Cruz foi a fundação de uma Escola de Música, com orquestra e coral formados por escravos, que abrilhantavam missas e festas da Fazenda e da Corte. Assim, Santa Cruz conquistou a glória de ter sido o berço da organização coral e instrumental do primeiro Conservatório de Música no Brasil. Num período da História em que desbravar e colonizar eram imprescindíveis, Santa Cruz deteve a honra de possuir a única trilha que ligava a cidade ao sertão, partindo da Fazenda "O Caminho dos Jesuítas", contrabandistas de ouro e diamantes que, perseguidos pelas patrulhas, por ele enveredavam. Também denominado por "Caminho dos Minas" e mais tarde "Estrada Real de Santa Cruz", este percurso ia até Sepetiba, porto com destino a Parati; início então, da esperançosa caminhada para as sonhadas jazidas.
Em 1759, quando os jesuítas foram presos e expulsos do Brasil, pelo Marquês de Pombal, encerrou-se uma página da história da Fazenda de Santa Cruz.

- A realeza em Santa Cruz -
Depois que os jesuítas foram banidos do Brasil, a Fazenda de Santa Cruz foi incorporada à Coroa Portuguesa e subordinada aos Vice-Reis. Durante alguns anos esteve à beira do caos, em decorrência de administrações desastrosas. No governo do Vice-reis Luiz de Vasconcelos e Souza, Santa Cruz se reergueu e novamente prosperou, ficando conhecida como a "Jóia da Capitania". Despertou a cobiça de muitos compradores tamanha a fartura e possibilidades econômicas. Felizmente, nenhum obteve êxito em seu intento. Em 1808, com a chegada de D. João VI ao Brasil, Santa Cruz foi bastante beneficiada. Escolhida como "Sítio de Veraneio Real", a Residência da Fazenda foi transformada em Palácio e toda a propriedade sofreu melhorias, a fim de receber a Família Real e sua comitiva. A primeira visita de D. João VI a Santa Cruz foi um acontecimento magnífico. Chegando a estas terras em suntuosa carruagem, foi recebido com pompas, repiques de sinos, festividades e rojões.  Sentindo-se tranqüilo e seguro na real Fazenda de Santa Cruz, o príncipe regente prolongava a sua estada por vários meses. Além de despachar, promover audiências públicas e recepções, caminhava e caçava pela dileta propriedade. No salão de despachos do Palácio nasceu a primeira medida preparatória da Abolição da Escravatura, com a ordem de limitação do tráfico de escravos. Na história administrativa do Brasil, Santa Cruz se destacou como sede do governo regencial e reinado, durante os períodos em que D. João permanecia no Palácio da Fazenda. Por sua iniciativa foram trazidos da China cerca de cem homens encarregados de cultivar chá, na localidade conhecida atualmente como "Morro do Chá". Durante quase um século essa atividade foi produtiva e atraiu o interesse de técnicos e visitantes, tal o pioneirismo de sua implantação no Brasil. Os chineses instalaram-se como no país de origem. Construíram casas ao estilo de pagodes, com lanternas coloridas e projetaram jardim delicados nos arredores. O chá plantado em Santa Cruz era de excelente qualidade e por isso, sua produção totalmente vendida, engordando os cofres da Coroa. Um dos recantos mais bonitos da Fazenda de Santa Cruz - Sepetiba - foi palco de inúmeros acontecimentos da História do Brasil, e até hoje mantém sua importância como posto de vigília, em frente à Base Aérea, para garantir a soberania nacional. Ligada a pré-história indígenas, como atestam a presença de sambaquis na região, Sepetiba foi considerada o "Porto do Ouro", por receber todo o ouro que vinha de Parati com destino a Lisboa. Atraindo a cobiça dos pintores, a baía de Sepetiba foi cenário de muitas batalhas entre corsário e soldados do Rei. Além do ouro, os piratas usurpavam o pau-brasil, abundante nas matas santacruzenses. Por longos períodos, D. João VI esteve em Santa Cruz, promovendo melhorias e desfrutando das belezas locais. Em 1820, despediu-se saudoso da terra que tantas alegrias lhe concedeu. Retornaria à Metrópole Portuguesa, levando no coração a paz e a tranqüilidade que a Real Fazenda de Santa Cruz lhe proporcionavam. Entretanto, a presença de seu sucessor, D. Pedro I, tornou-se constante em Santa Cruz. No Palácio Imperial da Fazenda passou sua lua-de-mel com a Imperatriz Leopoldina e manteve com a Marquesa de Santos encontros clandestinos. Antes de iniciar a história viagem da Independência, D. Pedro I deteve-se em Santa Cruz, onde aconteceu uma reunião no dia 15 de agosto de 1822, com a presença de José Bonifácio, para estabelecer as bases que culminaram na nossa liberdade. Ao regressar, vitorioso, antes de seguir até a cidade, comemorou entre nós a Independência do Brasil. D. Pedro I, ao abdicar do trono, semeou no coração dos seus filhos o amor a Santa Cruz. Desde cedo, D. Pedro II e as princesas freqüentavam o Palácio santacruzense, onde promoviam concorridos bailes e saraus, que contavam com a presenças de fidalgos e ministros. A majestosa família deixou gravada em nossas páginas grandes feitos históricos.No final de 19881, D. Pedro II inaugurou o Matadouro de Santa Cruz, tido como o mais moderno do mundo. À Princesa Isabel coube um dos maiores acontecimentos de Santa Cruz; a alforria de todos os escravos do Governo Imperial. A promulgação da lei foi assistida por ilustres convidados, Entre eles, o Visconde do Rio Branco e o Conde DEu. Santa Cruz, por sua posição político-econômico e sobretudo estratégica (frente para o mar e fundos para os caminhos dos sertões de Minas) foi uma das primeiras localidades do País a se beneficiar com os meios de comunicação da época. Em 22 de novembro de 1842 foi inaugurada a primeira Agência dos Correios do Brasil, adotando o sistema de entrega em domicílio. Pouco a pouco, Santa Cruz foi se transformando numa cidade, com palacetes, solares, estabelecimento comerciais, ruas e logradouros. Resistindo ao tempo e à ação criminosa dos homens, muitos desses locais ainda se mantêm de pé, atestando a importância histórica da nossa santa terra. O Curral Falso- porta de entrada de Santa Cruz, o Palacete Princesa Isabel, o Marco Onze, a Fonte Wallace, o Hangar do Zeppelin e tantas outros , enobrecem a nossa história.

- Tempos modernos -
Depois da Proclamação da República, Santa Cruz perdeu um pouco do seu brilho. Mas, sanadas os seus problemas. logo atraiu imigrantes estrangeiros, que muito contribuíram com a nossa economia. Os japoneses se especializaram no plantio do tomate, frutas, legumes e hortaliças. A produção era tão grande que abastecia toda a cidade do Rio de Janeiro, conferindo à Santa Cruz o título de Celeiro do Distrito Federal. Os árabes e os italianos foram os responsáveis pela expansão do comércio local. O tempo foi passando e tudo foi se transformando. As plantações e os pastos cederam espaços às indústrias, que trouxeram o progresso à região. Muitas fábricas foram instaladas, tornando Santa Cruz conhecida como Cidade Industrial. A necessidade de mão-de-obra que atendesse às indústrias fez surgir os conjuntos habitacionais, para abrigar milhares de operários trazidos da cidade do Rio de Janeiro. Tornaram-se todas santacruzenses, pois aprenderam a amar e respeitar a terra que os acolheu. Conservando a hospitalidade e a alegria, o povo santacruzense cultiva e preserva às suas tradições. Datas cívicas e religiosas sempre foram comemoradas com inesquecíveis festividades. Eleito como o mais animado do Rio de Janeiro, o Carnaval de Santa Cruz, desde remotas época mantém viva a maior manifestação popular e cultural do país. Lutando par que não se apague a memória de nossa terra, escrita nas páginas do Brasil, o G.R.E.S Acadêmicos de Santa Cruz leva para a Avenida um pouco da história do nosso chão. da terra da qual nos orgulhamos e honrosamente chamamos SANTA CRUZ.

Rosele Nicolau Jorge Coutinho, autora do enredo

Principais Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Cruz_%28bairro_do_Rio_de_Janeiro%29

http://www.galeriadosamba.com.br/2002/EA.asp?BI+AA+A88C65  

Escrito por Feidman, Diogo. às 3h33 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

18/10/2007


Por melhores condições de trabalho

Sei que a problemática aqui a ser levantada corre o risco de ser rebatida com críticas sobre acusação de anacronismo. Mas não posso deixar de levar até vocês um questionamento: Será que hoje realmente temos melhores condições de trabalho do que na época da Revolução Industrial? E sobre a qualidade de vida, levamos uma vida saudável? Na época da Revolução Industrial, a jornada de trabalho variou de 12 para 16hs por dia. Hoje nossa média é de 8 horas diárias totalizando 44hs semanais. Você pode pensar... "Nossa melhorou... caiu praticamente para a metade a jornada de trabalho". Mas então tenho que lembrar a vocês que estamos vivendo no século XXI, considerado a época da informação e isso exige uma melhor capacidade da mão-de-obra. Cerca de três a quatro décadas você teria feito o curso superior para ter uma vida confortável. Hoje o curso superior é necessidade do mercado de trabalho. Estamos chegando ao ponto que ou você completa o curso superior e vai ganhar em média 2 salários mínimos ou vai lavar chão ganhando um salário mínimo. Também sabemos que quando foi criado o salário mínimo no Governo Vargas, ele foi criado com intuito de atender as necessidades mínimas (como já diz o próprio nome, "salário mínimo") de vestuário, moradia, transporte, alimentação etc. Sabemos que hoje com dois salários mínimos mal se paga um aluguel... Então vemos que no mínimo você será obrigado a se especializar. Aí além de trabalhar de dia, terá que estudar a noite. Aos cálculos que fiz, digamos que no geral o horário de estudo gire em média de 18hs ás 22hs. Quatro horas de estudo em cinco dias dá 20hs. Opa! Chegamos praticamente ás 65hs semanais da jornada de trabalho, próxima da época da Revolução Industrial. Contando com as horas que você terá que estudar em casa para rever a matéria, fazer exercícios e se preparar para as provas, além das horas dentro do ônibus (quase sempre lotado nas horas de pico), com certeza não fica muito longe de 80hs semanais. O direito ao lazer, a convivência com a família e o descanso (que são coisas para o qual foi criado o dia de folga) são deixados de lado. Não estou fazendo este post para comparar as condições de trabalho dos tempos contemporâneos dos tempos da Idade Moderna, principalmente no que se diz "Revolução Industrial", mas estou fazendo para alertar que as condições de trabalho hoje não são das melhores. E para piorar, os direitos que ganhamos com as políticas assistencialistas da Era Vargas estão em cheque. Atualmente há uma tendência a favorecer a livre iniciativa (isso se significar dizer, favorecer a empresários e banqueiros). Já pensou a vida sem 13º e com férias reduzidas? Na verdade férias reduzida já é uma realidade em determinadas empresas já que muitos trabalhadores são obrigados a vender suas férias. Acho bom a população se alertar, pois o que já não está tão bom... tende a piorar.

Som de hoje: Molotov - Dead Fish.

Escrito por Feidman, Diogo. às 10h08 AM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]
 

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, MADUREIRA, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, Música, Esportes
MSN - diogofeidman@msn.com

Histórico