Minha Vida Na Farmacia!


19/03/2008


Eu tenho pena dos americanos.

Estive refletindo um pouco como algumas culturas costumam levar seu estilo de vida e cheguei a conclusão que tenho pena dos americanos. Inúmeros são os fatores para eu chegar a esta conclusão.


Para começar os americanos são dignos de pena desde a infância. Enquanto as crianças brasileiras passam 2 meses ou quase 3 meses de férias curtindo o verão, jogando bola, indo à praia, as férias americanas se limitam a ficarem construindo inúmeros e sem graças bonecos de neve no qual costumam apelidar de "gelinho". As férias de verão para as crianças americanas duram 2 semanas isso quando não estão demasiadamente ocupadas com suas demais atividades extracurriculares ou cursos de verão. Ainda há de contar que as crianças americanas são as que mais sofrem de excesso de gordura no sangue. Aliás, esse mal é um mal que abate na verdade a maioria da população americana, agora pense você. O americano liga a TV e vê aqueles atores musculosos e sarados, aquelas atrizes sem barriga ou estria e se olham no espelho se vê totalmente ao contrário daquele padrão de beleza imposto por eles mesmo. Não parece meio contraditório? Aqui no Brasil convenhamos, existem atrizes bonitas, mais há também as feias. E os atores? Ator pintoso é um ou outro como Reinaldo Gianecchini. Você liga a TV aqui no Brasil e os galãs de novela é Tony Ramos (me desculpe, mas é um cara peludo e feio p/ burro) e Antônio Fagundes com seus quase 80 anos e com aquela barriga. Isso me deixa a vontade para beber minha Bohemia a vontade sem se preocupar exaustivamente em academia ou algo do gênero. Mas isso não é tudo... O melhor disso é que você sai na rua e vê como é bela a mulher brasileira com suas curvas e gingado. O que coloca qualquer americanazinha no sapato.


Mas não é só isso que faz dos americanos um povo infeliz. Enquanto aqui no Brasil, se faz samba e pagode, rock de boa qualidade, axé p/ agitar a baianada, um frevo de levantar poeira, entre outras coisas, lá se faz rap do mau que fica falando de como ser bandido ou aquelas músicas chatas conhecidas como R&B. Até a música eletrônica que era uma força da musica americana, por aqui tem se dado um show de originalidade em terras tupiniquins.


Podemos ainda citar outras coisas que fazem os americanos infelizes. Como o fato de se achar melhor em tudo e sofrer atentados como o "onze de setembro", enquanto por aqui o Pan-Americano se realizou tranqüilo e sem terroristas. O Bin Laden os americanos até hoje não viram e levaram um olé bonito. Até o Sadam há quem diga que não morreu, pois quantos sósias não existiam daquele barbudo? Enquanto por aqui apesar de nossos problemas e ainda sim faltar muito para a justiça plena ser alcançada, o Beira-Mar está na cadeira, o Escadinha morto, o Lalau em prisão (ainda que em domiciliar). Esses caras procurados não dão um olé tão sinistro quanto garrincha dava nos adversários e que Bin Laden deu no Bush.


A verdade que o povo brasileiro para ser plenamente feliz ainda falta muita coisa, mais por parte dos nossos governantes, enquanto os americanos... Esses são dignos de pena.



Som de hoje: "Eu não sou gringo" - Boi Mamão.

Escrito por Feidman, Diogo. às 3h11 AM
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04/03/2008


Tráfico... Uma tradição dos tempo coloniais.

Não é de hoje que existe tráfico nessas terras onde canta o sabiá. Desde os tempos que o Brasil ainda era colonia, o tráfico já existia. Calma amigos, não me refiro ao tráfico de entorpecentes,não podemos misturar as coisas. Devemos lembrar que a palavra "tráfico" engloba não apenas o tráfico de entorpecentes, mas diversos tipos de tráfico. A palavra mercanjiar ou traficar é muito antiga e se refere a comerciar com lucro ilícito.

No Brasil Colônia os exemplos mais comuns desse tipo de transação foram: O pau-brasil, escravos e o ouro. Mas diversos tipos de produtos foram negociados no mercado negro. O ato de traficar está intimamente ligado em burlar a lei e alcançar maiores lucros, logo fugir da taxação. Daí até o título do livro "Caminhos e Descaminhos na América Portuguesa (1700-1750)" publicado por um professor que me deu aula na facudade. Ele é específico no que diz respeito ao contrabando do ouro, afinal os colonos achavam a taxação de um quinto do ouro para a coroa portuguesa uma taxação muito alta, daí vários caminhos e descaminhos para fugir da mão pesada dos impostos lusitanos.

Como citado aqui, não só o ouro no Brasil Colônia que foi contrabandiado. O pau-brasil foi o primeiro produto no qual temos registro desse tipo de comércio ilícito. A colonização portuguesa começou devido a extração deste produto por franceses e holandeses no atual nordeste brasileiro. E a historiografia já discutiu que o tráfico de escravos durante muito tempo foi um lucrativo negócio para a coroa portuguesa. Até porque para cada escravo comprado, cobrava-se imposto para a metropole na colônia africana onde o escravo era retirado, e aqui onde o mesmo era vendido.

Na verdade, traficar dá dinheiro e não é de hoje e então a questão... Porque não liberar as droga? Oras... porque o tráfico delas dão dinheiro, assim como o tráfico negueiro dava dinheiro no Brasil Colonial. Por aqui o tráfico de drogas não é coisa contemporânea não, no século XVII as "drogas do sertão" já eram negóciadas. Hoje elas estão proibidas de circulação, mas imagine...Já pensou a Souza Cruz vendendo em cada barzinho maços de cigarretes de maconha ou dose em frasco de cocaíana? A Souza Cruz já tem seu monopólio e isso destruíria um outro monopólio. Há muita gente grande por trás desse contrabando todo. Não é de hoje que escutamos falar de deputados, políticos, gente da alta sociedade envolvida com traficante. A simples legalização da maconha daria prejuízo a muita gente, da mesma forma que no Brasil Império, a libertação dos escravos causaria prejuízos graves, lembrando que no Brasil Colônia já gerava altos lucros o tráfico negueiro. O Brasil e a Cuba foram os últimos países da América a ceder a libertação dos escravos, porque o "maquinário" precisava, sempre pensando nos prejuízos que causaria aos "senhores".

Então é por isso que creio que o tráfico existe e sempre vai existir... Só que se antes muita gente morria para defender as terras e vilas em prol de um monopólio, hoje muita gente morre em uma guerra cívil e a guerra continua, desde os tempos de colônia, só que hoje com fuzis e R-15. Essa é uma herança... matar gente em prol da fartura de outros.

Som de hoje: Dead Fish - "Paz Verde".

 

Citações e indicações:

CAVALCANTE, Paulo . Negócios de Trapaça: Caminhos e Descaminhos na Amércia Portuguesa (1700-1750). 1. ed. São Paulo: Hucitec/Fapesp, 2006. 267 p.

WEHLING, A. ; WEHLING, Maria José Mesquita Cavalleiro de Macedo . Formação do Brasil Colonial. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. v. 1. 400 p.

Escrito por Feidman, Diogo. às 10h53 PM
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