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Citação


15/11/2009


 
 

"Armas, Germes e Aço: Os destinos das sociedades humanas"

Autor: Jared Diamond

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Quando: 1997

Segue a resenha que eu elaborei em Julho deste ano. Esta é a primeira das demais resenhas que de vez enquando esterei divulgando neste site. Espero que gostem. Vale aqui lembrar que cópia ou plágio são coisas ilegais, este tem o intuito de divulgar cultura e nenhum outro fim. Não copie, produzam conhecimento. Abraço, Diogo Feidman. RESENHA GERMES, ARMAS E AÇO: Os destinos das sociedades humanas. Esta resenha é sobre a 11ª edição do livro “Germes, Armas e Aço: Os destinos das sociedades humanas”, lançada este ano pela editora Record (Rio de Janeiro) e escrito por Jared M. Diamond. A Primeira edição foi lançada em 1997 e o livro ganhou o importante prêmio Pulitzer no ano seguinte. Diamond é professor de Fisiologia da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia e ampliou seu campo de estudo para biologia evolutiva e biogeografia. Ele ainda é membro da Academia Americana de Artes e Ciências, da Academia Nacional de Ciências e Sociedade Filosófica Americana. Já escreveu mais de duzentos artigos em revistas como Discover, Natural History e etc. Diamond além de “Armas, Germes e Aço”, também publicou “O Terceiro Chimpanzé” em 1991 e “Colapso: Como as Sociedades Escolhem o Fracasso ou o Sucesso” em 2005. Uma pergunta levantada a Diamond por um político de Nova Guiné, enquanto ele estudava a evolução de uma espécie de pássaros típico da região, que fez surgir o tema do livro (A seguinte pergunta “Por que vocês, brancos produziram tanto ‘cargo’ e trouxeram tudo para a Nova Guiné, mas nós negros, produzimos tão pouco ‘cargo’?” foi elaborada por Yali a Diamond, que surgiu como inspiração para a criação de “Armas, Germes e Aço”. PS: cargo é objeto de valor imediatamente reconhecido). O tema central do livro é os destinos que levou as sociedades humanas e o objetivo do livro é explicar porque o desenvolvimento humano avançou em ritmos desiguais nos diferentes continentes. Para encontrar respostas para explicar este assunto, o autor descarta de cara a capacidade mental ou étnica como fator decisivo e afirma que não são as diferenças biológicas entre os povos, mas sim as diferenças ambientais e geográficas que serão os maiores responsáveis pelos diferentes rumos das sociedades humanas. Como método para sustentar suas teorias, Diamond trabalha bastante com a interdisciplinaridade, relacionando conhecimentos diversos para as explicações históricas, como dados da biologia, epidemiologia, geografia, arqueologia, lingüística, botânica, zoologia, sociologia, antropologia e história, para excluir afirmativas fincadas no senso comum ou no preconceito. De fato é surpreendente a forma com que o autor trabalha entrelaçando diversos campos de conhecimento. Então notamos a diversidade da bibliografia de “Armas, Germes e Aço” que conta com obras tão diversas como Mirioni de Michael King, Infectious Diseases: Their Evolution and Eradication de Aidan Cockburn, Evolution of Crop Plants de N. W. Simmonds (org.) entre outras obras de diversos campos científicos. A primeira parte do livro “Do Éden a Cajamarca”, é composto pelos três primeiros capítulos. Nesta parte do livro, o autor procura fazer uma síntese de como surgiu diferentes ritmos de desenvolvimentos das sociedades humanas, até o confronto em Canjamarca, importante cidade Inca, conquistada pelos espanhóis. O primeiro capítulo “O ponto de Partida”, diz que a história da humanidade passa a ser contada aproximadamente a partir de 50.000 anos e que iniciaria na África (Na região leste da África, encontra-se o Grande Vale Africano Rift, onde há fósseis de hominídeos dos últimos cinco milhões de anos. A região concentra um acidente geográfico que possibilitou o Vale e conseqüentemente a melhor conservação de fósseis. Para melhor compreensão ver também o capítulo 6, “Por que a África” em: FOLEY, Robert. Os Humanos Antes da Humanidade – uma perspectiva evolucionista. Ed. Unesp, SP. 2003.). Isso devido aos fósseis encontrados no Vale Rift, estes datam os mais antigos encontrados até os dias atuais. Ainda no primeiro capítulo, Diamond afirma que a vantagem inicial africana é superada com o tempo, devido a necessidade de outros povos criarem tecnologias para se adaptar e sobreviver em outros continentes e completa ao dizer que há 11.000 anos atrás, não seria possível prever em que continente as sociedades humanas se desenvolveriam mais rapidamente. O segundo capítulo “Uma Experiência Natural de História”, Diamond cita exemplos de como a região e a geografia local pode influenciar no desenvolvimento da sociedade humana (O autor cita exemplos de como se desenvolveram diferentes povos nas ilhas da polinésia, devido a diversidade ambiental e geográfica existente entre as ilhas. Mas o principal exemplo citado é quanto aos maori e moriori na Nova Zelândia, onde os primeiros vivendo num clima propicio a agricultura dizimam os moriori que vivam em terras bastantes geladas impróprias ao cultivo). Ele deixa explicito que o desenvolvimento das sociedades ocorre não por uma ser mais inteligente que a outra ou pelos gêneses ou coisa do gênero, mas sim por fatores ambientais e necessidades de adaptação ao local. O terceiro capítulo tem o foque num episódio ocorrido durante a conquista espanhola nas Américas, o “Enfrentamento em Cajamarca”. Diamond coloca cinco fatores como principais motivos para o sucesso espanhol nas Américas. 1)Tecnologia militar baseada em armas de aço e cavalo; 2)Doenças infecciosas endêmicas da Eurásia; 3)Tecnologia marítima européia; 4)Organização política centralizada e 5)Escrita. Essas cinco vantagens estão ancoradas na possibilidade dos espanhóis desenvolverem primeiro as “armas, germes e o aço” que os deixaram em vantagem diante dos Incas. Assim esta primeira parte do livro é voltada a mostrar como transcorreu diferentes ritmos de desenvolvimentos e como um povo se impôs sobre o outro. O que permitiu que povos obtivessem um contingente maior de pessoas e criarem complexidades sociais e políticas foi a produção de alimentos. Como ela foi possível, o autor explica na segunda parte do livro “O Surgimento e a Expansão da Produção de Alimentos”. Diamond abre a segunda parte do livro afirmando que “a produção de comida era um pré-requesito indireto para desenvolvimento de armas, germes e aço”. Ele vai explicar as vantagens da produção de alimentos na agricultura e na domesticação de animais e plantas e mostrar como a Eurásia tomou vantagem, devido suas características ambientais e geográficas. Em seguida no quinto capítulo “A História dos que têm e dos que não têm”, o autor afirma que apenas algumas regiões iniciaram de forma independente e em períodos diferentes a produção de alimentos e que os caçadores-coletores das vizinhanças aprenderam a produzir alimentos ou foram substituídos por invasores das áreas que produziam alimentos. Assim é notório que povos que o quanto antes produziam alimentos, largaram na frente para obter “armas, germes e aço”. Em seu sexto capítulo “Ser ou não ser agricultor”, Diamond procura quebrar alguns paradoxos do senso comum, o principal é demonstrar que a produção de alimentos não surgiu a partir de uma “invenção” ou “descoberta”, mas sim por acaso de forma despropositada. Isso porque o cultivo de plantas iniciou-se há 10.000 anos atrás. Com o tempo, quando o homem passa a conhecer o processo na qual se dá a produção de alimento e dentro de suas possibilidades, pode semear sementes. Assim, passou a existir duas formas de cultivo de plantas (intencional e despropositada) e ficou ao seu cargo produzir alimentos ou viver como caçador-coletor. Apesar de ser mais trabalhoso, a produção de alimentos permitiu a povos se manterem expulsando ou exterminando aqueles que se mantiveram na posição de caçadores-coletores. Após desmistificar sobre o surgimento da produção de alimentos, Diamond passa a explicar no oitavo capítulo “Maças ou Índios” porque algumas áreas desenvolveram mais rápido a produção de alimentos do que outras. “Maçãs ou Índios” tem a intenção de mostrar que o problema não é o “índio” não saber plantar, mas a sim onde está localizada e onde pode ser plantada a maçã. Em linhas gerais, aqui o autor pega a região do Crescente Fértil (Crescente Fértil: região localizada no sudoeste da Ásia, conhecida assim pelo impulso obtido na produção de alimentos nesta região bastante fértil quando se iniciou o cultivo e agricultura) para explicar seu desenvolvimento mais acelerado do que nas demais áreas. Isso porque segundo Diamond, é no Crescente Fértil que existe um pacote de vantagens que coloca esta região na frente das demais. Entre essas vantagens, o autor cita o clima, a flora da região, o terreno variável e existência da maioria dos animais domesticáveis. Logo, é seu pacote biológico e os povos existentes que coloca em primeiro momento a região do Crescente Fértil a frente das demais. Além da vantagem na domesticação das plantas, a Eurásia também foi beneficiada na domesticação de animais. Dos 148 mamíferos grandes (acima de 37kg) candidatos a domesticação, apenas quatorze puderam ser domesticados. Treze dos quatorze grandes mamíferos tiveram como berço a Eurásia. Devemos lembrar que nem todo animal consegue ser domesticado, fatores como a índole e conduta do animal, custo de domesticação, dieta a ser fornecida, influenciaram na possibilidade de domesticação e na África por exemplo, nenhum animal se encaixou no perfil de ser domesticado. Podemos adicionar um outro fator geográfico que colaborou contra ameríndios e africanos, sobretudo na sua desvantagem na produção de alimentos e difusão de tecnologias é a faixa territorial. Enquanto na Eurásia a faixa territorial corre pelo eixo leste-oeste, nos continentes africano e americano, o eixo se estende pela faixa norte-sul. Isso cria enorme variação climática e barreiras geográficas que dificultam a expansão de culturas. Por conta disso, a Eurásia conseguiu expandir e difundir culturas e tecnologias como maior facilidade e rapidez. Na segunda parte do livro percebe-se que através da produção de alimentos, povos puderam obter “armas, germes e aço” e mostra como e porque a Eurásia saiu em vantagem. Já na terceira parte do livro que vai do capítulo 11 ou capítulo 14, o autor se propõe a explicar como se desenvolveu os germes, a alfabetização, a tecnologia e os governos centralizados; instrumentos de povos europeus e asiáticos na conquista de outros povos. Um grande instrumento de aniquilação de povos eram as epidemias causadas por germes até então desconhecidos a determinada população que se tornava bastante vulnerável. Como grande parte das epidemias surgem de bactérias vinha de animais domesticáveis (exemplo recente a “gripe suína” ou Inluenza A [H1N1] vinda do porco) Os europeus foram os maiores propagadores de epidemias que dizimaram populações em diversas partes do planeta. Isso porque além de concentrar 13 dos 14 mamíferos selvagens que deram origem a animais domesticáveis, o ambiente da agricultura e forte concentração populacional colaborou para a Europa ser o celeiro de germes que seriam mortíferos a populações que nunca antes teve contato com as epidemias. A escrita não é colocada como garantia de vitória, mas tem seu papel e pode ser bastante útil para transmissão de informações fácies e detalhadas. A escrita surgiu na Mesopotâmia (3.000 a.C.) e México (600 a.C.), e também possivelmente no Egito (3.000 a.C.) e China (1.300 a.C.). Tanto a escrita como os inventos só são possíveis em populações de grande densidade, isso porque essas populações poderiam contar com escribas, intelectuais. No entanto, devido ao problema dos eixos (leste-oeste e norte-sul) e barreiras ecológicas, anteriormente discutido, a escrita assim como os inventos tecnológicos se difundiram com facilidade na Eurásia, mas não na América ou outros continentes. Os governos centralizados só foram possíveis por causa das guerras, aonde sociedades iam se fundindo a outras, seja por conquista ou por ameaça de submissão. A produção de alimentos, a competição e a difusão entre as sociedades, conduziram como causas finais. A quarta e última parte do livro chama-se “A Volta ao Mundo em Cinco Capítulos” e como supõe o nome, capítulo vai tratar como se desenvolveram e foram subjugadas sociedades de cada parte do globo. O capítulo 15 “O Povo de Yali” relata as experiências da Austrália e Nova Guiné, o capítulo 16 “Como a China tornou-se Chinesa” trata do leste asiático com foco na China, o capítulo 17 “Uma Lancha para a Polinésia” narra as experiências das ilhas da Oceania, o capítulo 18 “A Colisão dos Hemisférios” faz uma analise comparativa entre a história da Eurásia e das Américas, ficando por fim, o capítulo 19 “Como a África tornou-se Negra”. Por este material se tratar de uma resenha voltada a matéria “África até o século XIX”, vejamos o que ocorreu com o continente africano. Diamond inicia sua analise sobre a História da Humanidade na África, colocando como provável berço da humanidade, onde se faz abrigo de povos que dominavam a produção de alimentos, de poderes centralizados, mas com alto grau de rivalidade, que fará com que derrotados e mais enfraquecidos se aliem ao “estrangeiro”, que aos seus olhos seriam aliados contra o inimigo vizinho. Em outras palavras, o Europeu se aliou a alguns povos, fragmentou poderes e subjugou todos posteriormente. Entre os fatores que levaram os europeus a dominar os povos africanos estão: Escassez de plantas domesticáveis na África, eixo norte-sul no continente africano e escassez de animais domesticáveis na África. CONCLUSÃO: O livro deixa escapar fatos e contextos importantes ao longo da História das Sociedades Humanas, mas notamos esta ser uma obra bem trabalhada e produzida, pois apesar de suas limitações por tratar de um período de tão longo em tão poucas páginas, em linhas gerais atende a proposta do autor de trabalhar questões centrais como “O que levou os europeus a subjugar outros povos e não os aborígines australianos ou os africanos”? Diamond concluí bem quando diz na página 405 que “as diferenças gritantes entre as longas histórias dos povos dos vários continentes não podem ser atribuídas a diferenças inatas dos próprios povos, mas a diferença em seus ambientes”. Entre as principais características ambientais que influem nas trajetórias dos diferentes povos, o autor destaca quatro: Diferenças continentais entre as espécies selvagens de plantas e animais disponíveis, eixo principal e barreiras ecológicas e geográficas, grau de facilidade de difusão intercontinental e área continental e sua densidade demográfica. Podemos concluir afirmando que essas características ambientais contribuíram para dar vantagem a Eurásia no inicio da produção de alimentos, que conseqüentemente contribui para formar populações densas, germes (doenças epidêmicas e mortíferas a outras populações) e governos centralizados e militarizados que rivalizavam entre si. A rivalidade levou as constantes contribuições tecnológicas, que acabaram também se difundindo devido as geografia do continente europeu (eixo leste-oeste). Não só as tecnologias, mas também a escrita e culturas difundiram-se pelo continente. Então notamos que de fato características geográficas e ambientais sim colocaram os europeus em vantagem a ponto de subjugar outros povos e a obter armas, germes e aço, e não as características étnicas, fisiológicas ou atributos pessoais que dão margem a explicações racistas e preconceituosas.

Escrito por Feidman, Diogo. às 9h49 PM
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13/07/2009


 
 

"Renião do G8. Quanto assunto..."

Autor: www.bol.com.br

Quando: 10/07/2009

Nem Obama e nem Sarkozy resistiram aos encantos da mulher brasileira. Olha a cara de safado dos sujeitos. A mulher em questão é uma moça de 17 anos moradora de Santa Cruz (bairro da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro). Essa reunião do G8 tem o que falar, né verdade?

Escrito por Feidman, Diogo. às 12h02 AM
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26/05/2005


"Que é História?"

Autor: CARR, Edward Hallet

Quando: 1982 (8°ed.) Editora: Paz e Terra

Algumas pessoas sabem q faço História na UGF (Universidade Gama Filho), e talvés tenham curiosidade como seja a História. Este foi o 2° livro q li, nd mais nd menos q CARR. Aqui ele responde "Que é História" e este livro me apaixonou. Para akeles que kiserem saber mais deste livro, ou de outros q por acaso posso conhecer, entre em contrato comigo em diogofeidman@bol.com.br. Pq História, é o motivo pelo qual somos!

Escrito por Por: Jonhy Feidman (éDiogoSim) às 8h22 PM
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